Liberação do FGTS começa nesta semana: poupadores da Caixa recebem a partir de sexta-feira

Vai começar na sexta-feira (dia 13) a liberação dos recursos do FGTS referentes ao saque imediato ou emergencial no valor de R$ 500, para quem tem conta poupança na Caixa Econômica Federal. A medida foi proposta pelo governo na tentativa de aquecer a economia ainda em 2019, mas este primeiro pagamento não bloqueia a possibilidade de retirada do saldo total, caso o trabalhador perca seu emprego.

Nesta primeira fase, cada pessoa poderá sacar até R$ 500 por conta vinculada, seja ativa ou inativa, a depender do saldo disponível. Se o trabalhador tiver mais de uma conta, o valor ao qual terá direito poderá ultrapassar esse limite. Ou seja, quem tem três contas de FGTS poderá somar até R$ 1.500, por exemplo.

Caso não tenha informado sua vontade a tempo, o correntista não terá preferência, ou seja, será contemplado com o saque a partir de 18 de outubro, de acordo com sua data de aniversário, como os demais trabalhadores sem qualquer vínculo com a Caixa.

Os clientes que não quiserem retirar os R$ 500 poderão solicitar o desfazimento até 30 de abril de 2020, pelo site da Caixa, pelo internet banking ou pelo aplicativo FGTS.

Para quem tem Cartão Cidadão e senha cadastrada, o saque de até R$ 500 poderá ser feito num terminal de autoatendimento. Caso contrário, será necessário ir a uma agência. Valores até R$ 100 poderão ser retirados em lotéricas, mediante a apresentação de um documento de identidade original com foto e do número do CPF. Mas, com o Cartão Cidadão, será possível retirar os R$ 500.

Para o coordenador do MBA em Gestão Financeira da Fundação Getulio Vargas (FGV), Ricardo Teixeira, a primeira coisa a fazer é quitar dívidas:

— A maioria dos endividados brasileiros tem débitos de até R$ 500. O interessante é renegociar , para conseguir quitar o débito completamente. Mas, se o valor não for suficiente, é melhor continuar pagando as parcelas e guardar o dinheiro como uma reserva para imprevistos.

Professor de Finanças do Insper, Ricardo Rocha alerta que é preciso ter controle da movimentação da conta para que o dinheiro não seja depositado, e a pessoa gaste sem perceber a que o crédito se refere. Em sua opinião, quem não tem dívidas a pagar deve pensar duas vezes antes de optar pela retirada:

— A orientação é guardar o dinheiro, e o FGTS está rendendo mais do que muita aplicação. Além disso, deve-se ter ciência de que em muitas aplicações há desconto do imposto no saque.

Fonte: Extra

Foto: Gabriel Monteiro

Comentários

Captha *