Caso Raíssa: morte de menina de 9 anos em SP repercute na imprensa internacional

O caso da menina Raíssa Eloá Caparelli Dadona, de 9 anos, encontrada morta neste domingo amarrada a uma árvore em um parque na Zona Norte de São Paulo, não chocou apenas o Brasil. O trágico episódio também chamou atenção da imprensa internacional, tendo sido destaque nos tabloides britânicos “Daily Mail”, “The Sun” e “Mirror”, no site da emissora de rádio argentina “Aire de Santa Fe”, e nos portais de notícias dos jornais “Diario de Cuyo”, também da Argentina, e “ABC”, da Espanha. Um adolescente de 12 anos confessou ter matado a criança usando um galho de árvore.

O “Mirror” citou uma fala da mãe da menina, chamando o episódio de “tragédia que cortou seu coração”, além de mencionar que a vítima tinha transtorno do espectro autista e não se relacionava muito bem com estranhos. No domingo, ela estava com a família em uma festa no CEU (Centro de Educação Unificado) Anhanguera.

A reportagem do jornal espanhol “ABC”, por sua vez, informa que o jovem não apresentou nenhuma razão para o crime.
Em coletiva de imprensa na tarde desta terça-feira, o delegado disse que o depoimento chocou os pais do menino. O delegado não descarta que outra pessoa possa ter participado do crime.
Segundo o delegado, o menor afirmou em depoimento que foi caminhando com a vítima do CEU até o parque – a distância entre as portarias dos dois locais, a pé, é de cerca de 3,5 km. Uma câmera de segurança mostrou os dois de mãos dadas pela estrada de Perus.

A Polícia Civil de São Paulo investiga se a Raíssa foi asfixiada e se sofreu violência sexual. Laudo da Polícia Técnico-Científica irá apontar a provável causa da morte da menina.

Raíssa morava no bairro Morro Doce, ao lado do CEU, desde 2017. Pela timidez exacerbada e pela suspeita de ser autista, a menina fazia tratamento no Núcleo de Apoio às Pessoas com Deficiência. O adolescente e a menina moravam próximos, a cerca de 100 metros, e costumavam brincar juntos na rua.

Fonte: Extra

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