Daniel Azulay promovia leilão com itens pessoais avaliados em mais de R$ 5 mil

O artista plástico, desenhista e educador infantil Daniel Azulay, que morreu na noite desta sexta-feira, estava promovendo um leilão com mais de 300 itens de seu acervo pessoal, através do leiloeiro Horácio Ernani. Entre os objetos, existem peças de colecionismo, artes e decoração. Parte da renda iria para o projeto Pró-Criança Cardíaca, de Rosa Célia, amiga e antiga parceira de Azulay.

Segundo a página do leilão, os lances começaram a ser dados na última terça-feira (24). Mas, em função do agravamento da pandemia do coronavírus, os organizadores decidiram adiar o fechamento do pregão.

“Devido aos problemas decorrentes da pandemia do coronavírus. Manteremos o leilão on-line e remarcaremos o dia de finalização dos lances com o pregão. Assim que tivermos esta data todos os clientes cadastrados receberam um e-mail com as informações. Continuem lançando e boa sorte!”, diz a nota no site.

Entre os itens disponíveis no leilão o que se destaca é um lote com 59 revistas do Batman publicadas entre os anos de 1950 e 1960. Todo o material está avaliado em R$ 5,6 mil. E, até o fechamento desta matéria, já tinha recebido mais de 60 lances.

Nascido no Rio de Janeiro, em 1947, Daniel Azulay era um desenhista autodidata, e assim tentava incentivar os pequenos a desenhar. Apesar de ter descoberto seu dom desde cedo, precisou cursar a faculdade de Direito, por imposição do pai. Durante as aulas, para passar o tempo, fez incontáveis desenhos, e decidiu que esse seria o seu ofício. Formou-se em 1969, mesmo ano em que começou a publicar suas primeiras histórias em quadrinhos e cartuns em revistas e jornais, inclusive “O Pasquim”.

Referência nas artes plásticas, Azulay foi também empresário, apresentador e compositor. Tornou-se famoso ao apresentar durante mais de 15 anos a “Turma do Lambe-Lambe”, programa de TV educativo para o público infantil, transmitido pela extinta TVE e pela Rede Bandeirantes. Junto com o grupo de personagens que criou em histórias em quadrinhos, ensinou a desenhar e a construir brinquedos, influenciando principalmente as crianças que cresceram nas décadas de 80 e 90.

Azulay lançou diversos CDs e LPs com as músicas da turma do Lambe-Lambe e uma série de CD-ROMs que estimulava a criatividade da criançada. Para expandir seus horizontes, ele criou, em 1992, sua primeira oficina de desenho, no Largo do Machado. O negócio se expandiu e conta com mais de dez unidades espalhadas pela cidade.

Fonte: Extra