Estudante de Medicina natural de Uberaba é encontrado morto no Paraguai

O estudante de Medicina Paulo Rezende Vilela Neto, de 36 anos, natural de Uberaba, foi encontrado carbonizado dentro de um carro em Mariano Roque Alonso, distrito próximo a Assunção, capital do Paraguai. Ele tinha os estudos custeados pelo governo brasileiro por meio de bolsa.

Segundo jornais paraguaios, o crime ocorreu na madrugada do último sábado (14), às margens do Rio Paraguai, na região de Ponte Remanso. Testemunhas chamaram a polícia depois que viram um carro em chamas e ouviram gritos de socorro vindos do veículo.

Após o fogo ser controlado, uma pessoa, até então sem identificação, foi encontrada morta dentro do porta-malas com as mãos amarradas por fios. Uma faca foi achada no veículo. O corpo foi encaminhado ao necrotério judicial do Paraguai.

Amigos deram falta de Paulo no domingo (15) e resolveram registrar o desaparecimento. A família só recebeu a notícia do caso e conseguiu identificar o corpo na última terça-feira (17). Ainda de acordo com jornais locais, não há pistas dos suspeitos do crime.

A produção da TV Integração e o G1 entraram em contato com o Consulado do Paraguai no Brasil, mas não obtiveram retorno até a última atualização desta reportagem.

Por telefone, a família do estudante disse à TV Integração que a polícia do Paraguai investiga o crime e já interrogou mais de dez pessoas. Eles também informaram que o Consulado do Brasil no Paraguai está dando todo o apoio necessário. A família contou que está com advogados nos dois países para cuidar do caso e ainda não tem informações sobre o traslado do corpo.

Paulo vivia no Paraguai há cerca de dez anos. Ele estava no sétimo período de Medicina e faltavam seis meses para se formar e prestar os exames de validação do diploma no Brasil. De acordo com a família, Paulo, que já era formado em Administração, largou tudo no país de origem para seguir o sonho de ser médico. No Paraguai, ele também trabalhava como motorista de aplicativo.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: G1

Foto: Reprodução/Facebook