Estiagem seca represa e piscinas em parque náutico em Batatais, SP

Considerado um dos cartões-postais de Batatais (SP), o lago do Parque Náutico Engenheiro Carlos Zomboni praticamente desapareceu devido à estiagem prolongada. Há quase um mês não chove na cidade e a última precipitação, em 26 de setembro, registrou só 0,2 milímetros, segundo dados do Portal Agrometeorológico e Hídrológico do Estado de São Paulo (Ciiagro). Com menos de 10% da capacidade de armazenamento, as piscinas também estão vazias e, como consequência, turistas estão deixando de visitar o local.

“É uma tristeza imensa porque há 56 anos eu moro em Batatais e nunca me deparei com uma situação tão grave como essa”, lamentou o metalúrgico Roberto Donizete Campos, destacando que a represa do Parque Náutico também fornecia água para os moradores, mas agora tem menos de 20% da capacidade total. Hoje, é possível até caminhar dentro do reservatório, com aproximadamente dois metros de profundidade.

O Secretário do Meio Ambiente, Maurício Dutra, disse acreditar que a situação só deve ser normalizada durante o período de chuvas em dezembro e janeiro. “A gente sabe que só as primeiras chuvas não serão suficientes para resolver o problema”, afirmou.

Racionamento
Batatais é uma das 17 cidades da região de Ribeirão Preto (SP) que sofrem com o racionamento, sendo que a interrupção no serviço acontece durante cinco horas diárias. A situação só não é mais grave porque 70% do abastecimento da cidade é feita por três poços artesianos, que captam água do Aquífero Guarani a 400 metros de profundidade.

Entretanto, segundo Dutra, é necessário que os moradores se conscientizem e comecem a economizar, uma vez que a água subterrânea pode ficar cada vez mais escassa e difícil de ser captada. “O que a gente pede é a conscientização por parte da população. Não adianta nada a gente melhorar a captação, melhorar a produção, e as pessoas não se conscientizarem.”

Fonte: Globo.com