Facebook anuncia Meta, novo nome para sua controladora

Facebook anunciou nesta quinta-feira (28) que sua controladora passará a se chamar Meta. O nome substituirá o Facebook Inc. e será usado para se referir à marca responsável pela rede social Facebook e por aplicativos como Instagram e WhatsApp.

O anúncio foi feito pelo cofundador da empresa Mark Zuckerberg durante evento sobre realidade virtual e o chamado ‘metaverso’.

“O Facebook é um dos produtos mais usados na história do mundo. É uma marca icônica de rede social”, disse o executivo. “Mas cada vez mais, não engloba tudo o que fazemos”.

“Construir nossos aplicativos de redes sociais sempre será um foco importante para nós. Mas, nesse momento, nossa marca está tão intimamente ligada a um produto que não pode representar tudo o que fazemos hoje, muito menos no futuro”, continuou Zuckerberg.

“Com o tempo, espero que sejamos vistos como uma empresa de metaverso e quero ancorar nosso trabalho e identidade na direção do que estamos construindo”, disse o executivo.

 

Novo logo do Facebook, agora chamado de Meta, é mostrado na Califórnia, nesta quinta-feira, 28 de outubro — Foto: Justin Sullivan / Getty Images North America / Getty Images via AFP

Os aplicativos Facebook, InstagramWhatsApp e Messenger, e a empresa de dispositivos de realidade virtual Oculus seguirão com o mesmo nome. A novidade é que todas estarão sob o guarda-chuva da Meta.

A situação é parecida com a do Google, que em 2015 criou a Alphabet, uma controladora para várias divisões da empresa, como o buscador Google e a empresa de mobilidade Waymo.

Mudança em meio a vazamentos

O anúncio do novo nome da empresa acontece após uma série de documentos vazados revelarem que o Facebook sabia que radicalizava seus usuários e que o Instagram é “tóxico” para adolescentes.

O caso foi publicado inicialmente pelo “Wall Street Journal”, mas depois um consórcio de 17 veículos americanos publicou detalhes sobre os documentos. O material foi vazado por Frances Haugen, ex-gerente de produtos do Facebook.

Na segunda-feira (25), o jornal “The New York Times” revelou que, em memorando interno de 2019, o Facebook concluiu que seus mecanismos levaram à proliferação de desinformação e discurso de ódio.

No mesmo dia, Haugen disse ao Parlamento britânico que a empresa fomentará mais atos violentos ao redor do mundo por conta da forma como seus algoritmos são projetados para promover conteúdo.

“Os eventos que estamos vendo ao redor do mundo, coisas como Mianmar e Etiópia…o ranqueamento com base em engajamento faz duas coisas: uma, prioriza e amplifica divisões e polariza conteúdo extremo, e dois, concentra isso”, disse ela.

No início de outubro, Haugen deu um depoimento contra o Facebook no Senado dos Estados Unidos. Ela pediu a regulamentação da empresa por entender que os produtos da companhia prejudicam crianças e enfraquecem a democracia.

“Acredito que os produtos do Facebook prejudicam as crianças, intensificam a divisão e enfraquecem a nossa democracia”, destacou Haugen. “É preciso que o Congresso aja. Essa crise não será resolvida sem a sua ajuda”.

Fonte: g1

Foto: Justin Sullivan / Getty Images North America / Getty Images via AFP

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