Família pede ajuda para construir casa adaptada para homem que ficou tetraplégico, em Itauçu

A família de Renato Bueno Fernandes Valim, de 36 anos, que ficou tetraplégico após sofrer uma parada cardíaca enquanto estava internado com Covid-19, pede ajuda para construir uma casa adaptada para dar uma melhor condição de vida para ele, em Itauçu, a 70 km de Goiânia. Durante a internação, ele ainda pegou uma superbactéria.Renato foi diagnosticado com Covid-19 em abril deste ano e ficou três meses internado em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no Hospital de Campanha (HCamp) de Aparecida de Goiânia. Segundo a esposa Ana Maria Silva, durante este período, ele sofreu uma parada cardíaca e ficou tetraplégico.

“Ele ficou 62 dias internado, destes, 43 dias intubado. Ele teve uma parada cardíaca, que deu uma lesão no cérebro, que causou a tetraplegia. Ele não consegue se movimentar, não fala, não come. Ele só fica na cama”, contou Ana Maria.

Renato Bueno Fernandes Valim, de 36 anos, antes de ficar tetraplégico, em Goiânia, Goiás — Foto: Reprodução/Instagram

Renato Bueno Fernandes Valim, de 36 anos, antes de ficar tetraplégico, em Goiânia, Goiás — Foto: Reprodução/Instagram

Antes da internação por Covid-19, Renato trabalhava em uma copiadora no Setor Sul, em Goiânia, onde é dono. Após ficar tetraplégico, ele, a esposa e as duas filhas, de 9 e 17 anos, se mudaram para Itauçu, onde outros parentes moram e uma sobrinha dele está tomando conta da empresa. Ana Maria conta que é não foi fácil ver o marido passar por esta situação.

“Eu e ele pegamos a Covid, eu fiquei bem, mas ele não. Ele era uma pessoa comunicativa, ativa e, agora, está assim. Não é fácil”, desabafou.

De acordo com a família, Renato ainda contraiu uma superbactéria chamada KPC carbapenemase, que ainda está presente no corpo dele e, no final de agosto, ele foi internado no Centro Estadual de Reabilitação e Readaptação Dr Henrique Santillo (Crer) para tratá-la.

“O Renato adquiriu uma bactéria, que está colonizada nele. Não faz mal à ele, nem para nós. Só que quando ele interna, ela pode fazer mal para outros pacientes, que estão com imunidade baixa ou em longos períodos de internação”, contou Ana.

Renato Bueno Fernandes Valim, de 36 anos, e a esposa Ana Maria Silva, em Goiás — Foto: Reprodução/Instagram

Renato Bueno Fernandes Valim, de 36 anos, e a esposa Ana Maria Silva, em Goiás — Foto: Reprodução/Instagram

Segundo Ana, atualmente, a família não tem uma renda fixa por mês da copiadora e, com isso, eles estão sobrevivendo de doações. A esposa explica que eles vivem de aluguel e têm gastos de mais de R$ 4,5 mil ao mês, apenas com fonoaudiólogo, terapeuta ocupacional e fisioterapeuta. Além disso, os gastos com farmácia giram em torno de R$ 700 ao mês, conforme ela explicou.

“Percebemos que o Renato teve o melhor desenvolvimento com esses profissionais, que são particular. O Renato teve tetraplegia espástica, então, ele ficou muito rígido. A fisioterapia é importante para ele ir voltando com alguns movimentos e para que ele não fique mais rígido”, disse.

Como a família está com dificuldade financeira, a professora Thays Taynara de Sousa, que é cunhada de Renato,o ajuda a organizar uma campanha nas redes sociais para construir uma casa adaptada para ele.

“Por causa da bactéria, ele não pode ficar internado em um hospital e a fisioterapia de leito não é suficiente para a reabilitação dele, por isso, uma casa adaptada para fisioterapia seria o ideal”, disse a cunhada.

Renato Bueno Fernandes Valim e a família, em Goiânia, Goiás — Foto: Reprodução/Instagram

Renato Bueno Fernandes Valim e a família, em Goiânia, Goiás — Foto: Reprodução/Instagram

Conforme a família, os médicos não sabem precisar quanto tempo a superbactéria deve levar para sair do corpo de Renato. Com isso, os parentes estão empenhados na campanha para adaptar uma casa para que ele tenha um melhor tratamento.

“A nossa casa atualmente não tem banheiro adaptado para deficiente. Precisamos de uma casa com espaço, um quarto só pra colocar o tablado e as coisas para ele fazer fisioterapia, espaço para ele passar com a cadeira, um banheiro com portas largas e com corrimão para ajudar na hora do banho”, disse Ana.

Fonte: g1

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