Escola em que aluno matou dois colegas retoma aulas 10 dias após tragédia em Goiânia

O Colégio Goyases, local em que um aluno matou a tiros dois colegas e feriu outros quatro, em Goiânia, retomou parcialmente as aulas nesta segunda-feira (30), dez dias após a tragédia. Incialmente, somente alunos da educação infantil e do 1º ao 5º ano do ensino fundamental retornam às atividades. Segundo a direção, os pais poderão ficar com os filhos dentro da sala de aula.

A dona de casa Andreia Cristina Teixeira, foi levar o filho, estudante do 4º ano, para o retorno às aulas. “É um pouco difícil no começo, mas ele já estuda há um bom tempo aqui, e outras duas filhas minhas já estudaram. A escola sempre nos acolheu muito bem, com muito calor e muito amor.”

O crime aconteceu no fim da manhã do dia 20 de outubro, em uma sala de aula do 8º ano do Colégio Goyases, no Conjunto Riviera, em Goiânia. Os tiros foram disparados por um aluno da classe, de 14 anos, no intervalo entre duas aulas. Ele foi apreendido e segue em um centro de internação, em Goiás.

Os alunos João Pedro Calembo e João Vitor Gomes, ambos de 13 anos, morreram ainda no colégio. Os corpos foram enterrados no dia 21, em cemitérios de Goiânia. Outros quatro estudantes foram baleados e duas adolescentes continuam internadas no Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo) sem previsão de alta.

Volta à rotina

 

As aulas foram retomadas às 7h30 e, segundo a direção da instituição, os pais estão liberados para acompanhar os filhos ao longo da aula. Na terça-feira (31), os estudantes do 6º ao 9º ano também voltam, incluindo a turma do 8°, onde foram feitos os disparos. Funcionários da escola receberam orientação psicológica, na última semana, para lidar com o ataque e dar o suporte necessário aos alunos.

É uma reconciliação. Hoje é um dia livre para pais e alunos nesse reencontro com a escola. Teremos um dia mais descontraído e lúdico, como atividades, pipoca e algodão doce”, disse o proprietário da escola, Luciano Rizzo.

Um estudante de oito anos de idade levou um vaso com uma orquídea para a diretora do colégio. “É para a Tia Rose, para agradecer porque voltaram às aulas. Quero ver meus amigos e voltar à rotina de aulas”, disse a criança.

A mãe do menino, a servidora pública Suzana Freire Alves, disse que o objetivo da flor foi dar uma força para a escola. “Eu que tive a ideia porque é muito importante dar apoio a uma escola que está sempre preocupada com os alunos. Meu filho estuda aqui desde os 2 anos. Hoje estão sendo realizadas várias brincadeiras, foi oferecido um café da manhã, há muitos pais na escola. Eles estão cuidando de tudo”, afirmou.

Ao longo da última semana, pais e funcionários da escola participaram de encontros com psicólogos e com o Conselho de Educação. De acordo com o Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino (Sepe), 20 profissionais foram responsáveis pelos atendimentos. O sindicato alegou que o objetivo do cronograma foi oferecer o suporte necessário para a comunidade escolar que ficou abalada por causa do atentado.

Na manhã da última segunda-feira (23), os pais foram à escola buscar as mochilas e pertences do filhos que acabaram ficando para trás durante a confusão.

Fonte: G1.

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