TJ mantém pena de 40 anos a padrasto por morte de menino com 166 doses de insulina em Ribeirão Preto, SP

No recurso apresentado ao TJ, a defesa alegou que o Ministério Público não apresentou provas contra longo e pediu a absolvição ou a redução da pena.
Por unanimidade, o tribunal entendeu que não houve falhas técnicas por parte do júri.
Com a nova decisão, a defesa de Longo informou que vai recorrer a instâncias superiores para tentar reduzir a pena.
caso
Joaquim foi encontrado já sem vida nas águas do Rio Pardo, em Barretos (SP), cinco dias após ser dado como desaparecido em Ribeirão Preto, em novembro de 2013.
Longo foi acusado de utilizar uma alta dose de insulina na criança, que tinha diabetes, e depois jogar o corpo em um córrego próximo à casa da família. Segundo o Ministério Público, ele utilizou 166 unidades da substância para matar Joaquim.
O padrasto foi condenado a prisão em regime fechado por todos os crimes da denúncia: homicídio qualificado por motivo fútil, recurso que impossibilitou defesa da vítima e meio cruel.
Ele já estava preso desde 2018, quando foi capturado pela Polícia Internacional (Interpol) na Espanha e extraditado para o Brasil após uma reportagem investigativa do Fantástico, da TV Globo.
A mãe de Joaquim, Natália Ponte Marques, respondeu em liberdade pelo homicídio, mas por ter sido omissa ao não impedir o convívio do filho com o ex-companheiro, mesmo sabendo que ele era usuário de drogas e tinha comportamento violento.
Natália foi absolvida de todas as acusações.
Guilherme Longo, padrasto de Joaquim em 2013, e Natália Ponte, mãe do menino Ribeirão Preto — Foto: Acervo EP e Érico Andrade/g1
Fonte: g1

