Anvisa proíbe mais de 150 géis íntimos e extratos eróticos sem registro no país

A Anvisa determinou a apreensão e a proibição de comercialização, fabricação, importação, distribuição, propaganda e uso de mais de 150 produtos comercializados como géis para massagem corporal, lubrificantes íntimos e extratos energéticos da empresa Marcos Marciano Wagner EPP.

Diversos itens eram vendidos sob a marca “Segred/Secret Love”.

A medida foi publicada nesta quarta-feira (25) no Diário Oficial da União e vale para todos os produtos fabricados pela empresa.

Por que os produtos foram proibidos

Segundo a agência, os produtos não poderiam ter sido notificados como cosméticos, já que parte deles é de uso interno. Por isso, os registros foram cancelados.

A agência afirma que os itens não estavam regularizados e descumpriam exigências previstas em resoluções sanitárias mais recentes.

Na prática, isso significa que os produtos não passaram por avaliação sanitária adequada quanto à segurança, qualidade e finalidade declarada.

O que está na lista

Todos os produtos vendidos pela empresa foram proibidos. Entre os itens, estão géis para massagem com apelo sexual e estimulante, produtos aromatizantes corporais e extratos energéticos comercializados sob diferentes nomes comerciais, incluindo linhas como:

  • “Secret Love”
  • “Black Ice”
  • “Kama Sutra”
  • “Jumentão”
  • “Uzempica”
  • “Hot Ice”
  • “Turbo Gel”

A determinação vale para todos os lotes dos produtos listados no ato.

Riscos ao consumidor

A Anvisa alerta que produtos íntimos e estimulantes vendidos sem registro podem apresentar:

  • composição desconhecida ou não declarada;
  • presença de substâncias irritantes ou medicamentosas não autorizadas;
  • risco de reações alérgicas, queimaduras químicas ou infecções;
  • falta de controle de qualidade na fabricação.

A agência reforça que apenas produtos devidamente regularizados podem ser comercializados no país.

Consumidores que já tenham adquirido os itens devem suspender o uso e procurar orientação médica em caso de reações adversas. Denúncias podem ser feitas às vigilâncias sanitárias locais.

Fonte:g1

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