Desemprego sobe a 5,8% no trimestre terminado em fevereiro, diz IBGE

A taxa de desemprego no Brasil subiu para 5,8% no trimestre encerrado em fevereiro, puxada principalmente pelo fim de vagas temporárias típicas do fim de ano, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD Contínua), divulgada nesta sexta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado ficou acima dos 5,4% registrados no trimestre até janeiro e dos 5,2% no período encerrado em novembro. Ao todo, 6,2 milhões de pessoas buscaram trabalho sem conseguir uma vaga — 600 mil a mais na comparação com o trimestre anterior.

Ainda assim, essa é a menor taxa de desemprego para um trimestre encerrado em fevereiro desde o início da série histórica do IBGE, em 2012.

A alta no começo do ano é explicada por fatores sazonais. Após um período mais aquecido no fim do ano, há uma redução natural nas contratações.

Setores como educação e saúde são especialmente afetados, já que muitos trabalhadores têm contratos temporários, principalmente no setor público, que se encerram na virada do ano.

Esse movimento também acontece em setores como construção civil e indústria, segundo Adriana Beringuy, coordenadora de Pesquisas por Amostra de Domicílios do IBGE.

“Atividades ligadas a edificações e reparos, tanto em imóveis residenciais quanto comerciais, costumam ganhar força no segundo semestre. Já no início do ano, período de férias, há uma retração natural, e vemos novamente esse movimento nesses segmentos”, afirma.

Apesar disso, o rendimento médio do trabalhador voltou a bater recorde, chegando a R$ 3.679, com alta de 2% no trimestre e de 5,2% em relação ao ano anterior.

Segundo o instituto, a população ocupada chegou a 102,1 milhões. O total representa uma queda de 0,8% no trimestre anterior, com 874 mil pessoas e menos no mercado de trabalho.

Com isso, o nível de ocupação — que mede a parcela da população em idade de trabalhar que está empregada — ficou em 58,4%, com queda de 0,6 no trimestre (59,0%) 0,4 acima do registrado um ano antes.

Fonte: g1

Foto: Divulgação

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