Operação mira integrantes do PCC e prende nove investigados em Ribeirão Preto, SP

Nove pessoas investigadas como integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) em Ribeirão Preto (SP) foram presas nesta quarta-feira (17) em uma operação conjunta do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e do 11º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep).

Dos nove presos, oito são considerados de alta periculosidade, segundo a investigação.

De acordo com o coronel da Polícia Militar Rodrigo Quintino, a ação faz parte de uma investigação que apura crimes de organização criminosa, tráfico de drogas e comércio ilegal de armas.

“Essa organização era responsável pelo tráfico de drogas e armas em toda a nossa região e eles eram responsáveis também pelo controle financeiro do crime aqui na nossa região. Eles trabalhavam sempre ligados às lideranças regionais e estaduais, até internacionais do crime”, afirma.

A Justiça autorizou o cumprimento de 10 mandados de prisão preventiva e 24 mandados de busca e apreensão.

Segundo o Gaeco, os alvos são suspeitos de ocupar posições de liderança na facção e de coordenar atividades criminosas dentro e fora do sistema prisional em diferentes estados brasileiros.

Os suspeitos têm funções estratégicas, incluindo o controle de atividades internas, a supervisão da atuação de integrantes em cidades do interior paulista e a coordenação do envio de drogas para unidades prisionais em diversas regiões do país.

O Ministério Público também informou ter elementos que apontam para a posse, o manuseio e a exibição de armas de fogo pelos investigados, além da negociação de um fuzil.

Durante o cumprimento dos mandados, os agentes apreenderam 14 celulares, uma pistola calibre 380 com 14 munições, aproximadamente R$ 5 mil em dinheiro, além de notebooks, documentos e anotações que serão analisados no decorrer da investigação.

Operação do Gaeco cumpre mandados de prisão no interior de SP — Foto: Arquivo Polícia MilitarOperação do Gaeco cumpre mandados de prisão no interior de SP — Foto: Arquivo Polícia Militar

Fonte: g1

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